sexta-feira, maio 27, 2005

27/05/05

Comprei um livro. O título é “Amor e Mentiras”, perfeito, pensei eu.
Decidi-me a comprá-lo assim que li as primeiras duas linhas: “Se um Homem começa a apaixonar-se por uma Mulher, ele não lhe telefona durante algum tempo.”
“Se uma Mulher começa a apaixonar-se por um Homem, ele não lhe telefona durante algum tempo”. Quem será a autora? Finalmente, alguém que pensa como eu.

Ele age como se nada se tivesse passado. Depois da noite sem dormir, no dia seguinte, telefonou excitadíssimo porque queria ir comigo para a praia. Saiu-me um sim da boca sem eu nem sequer me ter apercebido. E fui….
Fui porque gosto de estar com ele e porque quero que ele esteja comigo.
Mas mudei, inconscientemente, tornei-me fria na forma como lido com ele e com toda a gente. Não demonstro os sentimentos nem que esteja a explodir. Ao fim da noite, ele já se tinha apercebido que alguma coisa não estava igual…Dei por mim a chamá-lo pelo nome próprio em vez de bebé, paixão, coração e aquelas lamechices que se diz quando se está apaixonado. Acabou-se, isto há-de me passar. Tem de me passar.
Como é possível que eu esteja tão cega, tão estúpida? Como posso estar a desperdiçar a oportunidade de ter ao meu lado uma pessoa que gosta realmente de mim? Quando esta fase de estupidez natural me passar, acho que vou pensar seriamente em desaparecer do mapa. Até lá, vou-me consumindo nesta angústia de não saber o que fazer da minha vida. Mas como diz a minha querida amiga, “Não faças planos para a vida porque a vida já tem planos para ti”.

E se o conheci naquela noite, era porque tinha que ser…