quinta-feira, junho 23, 2005

23/06/05

Domingo foi-me buscar para ir á praia, ontem fomos ao cinema.
Acho que ainda nem me tinha apercebido que as saudades que tinha dele eram tantas, que o cheiro quando pouso a cabeça no ombro dele era tão maravilhoso e me excitava tanto, que rir ás gargalhadas com ele me deixava tão calma…
Durante a semana que passou, tive a sensação que tínhamos voltado ao início, áquela fase das quecas sem compromisso que não passam disso e não têm sentimentos á mistura e por incrível que pareça estava satisfeita com isso. Se me habituasse a uma relação assim, significava que mais tarde não sofria. Ontem até estava toda orgulhosa de mim mesma por lhe ter dito que não, não podia ir ao cinema ontem e não, também não podia ir almoçar porque já tinha coisas combinadas.
Se fosse noutra altura, saltava-me um SIM da boca assim que ouvisse a pergunta sem sequer me lembrar que tinha na agenda um outro compromisso só pelo medo de pensar que se dissesse não, ele desistisse ou simplesmente fosse com outra pessoa…
Mas o compromisso foi adiado e claro que a primeira coisa que fiz foi avisar que estava livre. Ontem quando o filme acabou, arrependi-me mortalmente de o ter feito porque o carinho voltou e não era para ter voltado. Vimos o filme todo num misto de abraços, festinhas e beijinhos e no fim ficámos mais de uma hora a conversar na rua como se mais nada existisse á nossa volta. Estava a viver aqueles momentos com uma intensidade enorme ao mesmo que desejava que aquilo não estivesse a acontecer.
A verdade é que eu gosto dele e ele só pode gostar de mim porque depois de ficarmos juntos até ás tantas, ele ligou-me de manhã só para perguntar se dormi bem e para dizer que já tinha saudades.

Quando não se gosta, não se faz isto. Não se tem saudades. E mesmo que se queira mentir, as palavras simplesmente não saem da boca.

Eu sei do que estou a falar.