segunda-feira, agosto 01, 2005

Canela... (para ti, meu amigo Guerreiro)

Sonhei que sobre aquela mesa caiu pó de canela como que a abençoar-nos e ouvi o barulho da magia...

Acordei e resolvi escrever tudo aquilo que ontem não te consegui dizer:

Como tu, eu acredito que não existem coincidências, acredito que tudo o que nos acontece nesta vida é com um propósito e que quando erramos, erramos para aprender, para evoluir.
Como tu, acredito que se estivermos bem connosco e se nos amarmos acima de tudo, o resto simplesmente acontece á nossa volta, sendo o inverso válido e quando estamos mal, ficamos cada vez pior.
Como tu, acredito que nos apercebemos dos nossos problemas somente quando os verbalizamos.
Como a ti, também a vida me ensinou isto tudo... e sinceramente começo a acreditar também que esta nossa passagem na Terra é apenas para cumprir a nossa missão e progredir.

Não é a primeira vez que a tua companhia me faz ver a vida de outra forma, das conversas que tivémos ensinaste-me a entender melhor a minha vida, os meus sentimentos e uma delas foi muito importante quando decidi separar-me.
As palavras que usaste para me fazer entender a importância da felicidade, estiveram na minha cabeça vários dias, principalmente naquele que decidi sair de casa....Sabes quando pedimos um desejo? A uma estrela, a soprar as velas de aniversário ou mesmo com uma pestana entre os dedos...o meu sempre foi “ser feliz” porque acho que é para isso que cá estamos mas um amigo uma vez disse-me que a felicidade não me vai cair do céu e que eu tenho que ir pedindo pequenas coisas aos poucos até que todas elas me façam verdadeiramente feliz. Tem razão...

Talvez eu ainda não tenha percebido o que tenho que superar para alcançar a minha felicidade. É verdade que me escondo atrás do Baileys, das discotecas, do sexo...mas é isso que me vai fazendo sentir viva, por isso conto contigo para aprender mais sobre mim, e se puderes, tenta mostrar-me aquilo que eu não estou a conseguir ver.

Gosto muito de ti e espero que o destino se encarregue de nos ir mantendo próximos, pelo menos até a missão estar cumprida.