terça-feira, outubro 04, 2005

Que alívio!

A casa está pronta (bom, faltam alguns pormenores importantes…mas está pronta) …
Amanhã vou finalmente poder estender a toalha na areia e não me preocupar com berbequins e aspiradores.

Hoje de manhã pensei sobre o tempo, a dor e o que os relaciona. Com o tempo, as feridas saram e a dor passa. Pode deixar marcas profundas, cicatrizes feias mas a dor…essa passa de certeza.
Dei por mim a pensar quantas vezes sofri, quantas vezes caí, quantas vezes me magoei, …muitas. E não foi por isso que não continuei com a minha vida. Isso não me tornou uma pessoa triste, infeliz, depressiva, amargurada. Pelo contrário, ensinou-me a dar volta por cima e não virar costas aos problemas.

É com os erros que se aprende e eu acredito que cada trambolhão que damos serve para a aprendermos a levantarmo-nos e a dar valor às coisas realmente importantes.
As nossas desilusões servem para nos tornarmos exigentes, para decidirmos o que realmente queremos na nossa vida, descobrirmos o que afinal nos faz felizes.
Há pessoas que passam na nossa vida para nos fazerem ver que queremos mais, ir mais longe, lutar pelo que merecemos com todas as armas.

E hoje, a ver o Tejo reflectir o sol da manhã, percebi que inexplicavelmente saiu de cima de mim um peso que me doía muito. A cicatriz ? Vai cá estar para sempre.