quarta-feira, fevereiro 08, 2006

1 Ano

8 de Fevereiro de 2005, terça-feira de Carnaval. Ressaca. Peso na consciência.
Deitada no sofá com o R. ao meu colo, as lágrimas começaram a cair pelo meu rosto, o peito começou-me a doer, a angústia cada vez era maior.
Vi-o ali deitado e consegui sentir que ele me amava, incondicionalmente. Cada vez doía mais…
Não sei onde fui buscar a força nem a coragem mas levantei-me e disse “Vou-me embora”. Ele não percebeu, veio atrás de mim sem parar de fazer perguntas. Nunca na minha vida, vou esquecer as lágrimas que lhe corriam na cara enquanto implorava “Não me deixes, por favor” e cada vez que me lembrar, a dor no meu coração vai voltar. Sempre.

Mas sabia que estava a agir bem, sabia que comigo ele nunca ia ser feliz. Sabia que o tinha magoado mais nos últimos 6 anos do que naquele momento. Queria que ele tivesse os filhos que tanto desejava, queria que alguém como ele lhe desse a felicidade que merecia, já que eu não estava a conseguir.
Nenhum dos dois era feliz, era só amizade…havia pouco carinho, não havia sexo.
Achei que tinha a vida toda para encontrar o homem que eu imagino perfeito, o oposto do R. precisamente…
Saí com algumas roupas numa mala e sabia que nunca mais ia voltar. Não voltei.

Hoje ele está feliz.… De certeza que está mais feliz.
E eu? Eu também. Pelo menos sei que tomei a decisão certa na altura certa. Passei por uma experiência que, obviamente, nem sempre foi má. Fez-me crescer, aprendi a ser mulher, a ser dona de casa, namorada e amante.
E principalmente, aprendi (com os muitos erros que cometi) tudo ou quase tudo o que não se deve fazer numa relação…