quarta-feira, abril 26, 2006

Baileys, Sex and the City





Eu bebo Baileys, certo? Toda a gente sabe que eu bebo Baileys.
Então para que é que fui beber vodka? A sério, expliquem-me!
Para não me lembrar de nada? Para chorar no ombro dos amigos a dizer que quero ir para casa? Para obrigar a minha amiga a tomar conta de mim mesmo quando eu teimo que consigo fazer tudo sozinha? Para ler em voz alta na casa de banho as mensagens do telemóvel? Para pagar 20 euros de táxi até casa?
Baileys volta, estás perdoado.


Ontem foi dia de praia, compras e Sexo e a Cidade. Vi o último episódio que fez-me pensar em muita coisa.
A Carrie encontrou o amor que tanto procurava, a Samantha apaixonou-se, a Miranda tornou-se numa mãe de família e a Charlotte finalmente conseguiu ser Mãe…adoptiva, mas Mãe.
São aqueles últimos episódios que não queremos ver porque não queremos que acabe. Aqueles que nos fazem chorar por nos despedirmos de pessoas cuja vida acompanhámos. E embora sendo ficção, tudo aquilo acontece.
E no fim, pus-me a pensar…será que temos de passar dos 35 para sermos felizes? Para realizarmos os nossos sonhos?
E porque é que elas, mesmo com vida de Nova Iorquinas, encontram sempre tempo para estarem as 4 e nós não?
Porque é que a nós nos falta uma? A Miranda também tinha uma família, foi viver para longe e ainda assim nunca se afastou.
Porque é que não nos podemos simplesmente juntar as quatro, uma vez por semana que fosse, e falar de tudo? Umas casam, outras apaixonam-se, juntam-se, engravidam, umas estão felizes, outras nem por isso… se não nos tivermos umas ás outras, com quem é que falamos sobre o que andamos aqui a fazer?

É certo que a ficção dá um ar mais perfeito a tudo…mas a realidade é que somos quatro mulheres com os medos, as mesmas dúvidas, os mesmos problemas que elas, a diferença é que não usamos Manolos, Prada nem Channel…por enquanto.
Em Nova Iorque, a história tem um final feliz e em Lisboa também há-de ter nem que seja daqui a 10 anos…só espero que até lá continuemos todas juntas e sejamos todas muito felizes, ou esta aliança que trago no dedo há quase nove anos, não faria sentido.