terça-feira, agosto 01, 2006

Não há definitivamente mês mais estúpido que o de Agosto. Tal como os Domingos, não é carne nem é peixe.
Para se ir de férias em Agosto, partilha-se a praia, o parque de campismo e a piscina com famílias numerosas, de geleira, chapéu-de-sol, baldes e pás das crianças que gritam insistentemente “Ó mãeeeeeeeeee!” por tudo e por nada.
Mas pior que isso (e vamos lá a ver se para o ano eu aprendo) é estar aqui a trabalhar.
“Não há chamadas perdidas” e “You have 0 new messages" é o que mais tenho lido por aqui… As colegas tagarelas estão a banhos e eu estou literalmente a olhar para as paredes.
E só eu sei como olhar para as paredes me consegue deixar louca. Sejam elas do escritório, da sala, do quarto ou do raio que as parta.
O tempo não passa, só pensamos em merda e o estado de ansiedade é incontrolável.

Passei assim 5 dias (e 5 noites…). O coração, apertado, batia descontroladamente, a cabeça questionava tudo, o estômago não tinha fome, os olhos encheram-se de lágrimas uma vez…lágrimas de desespero que secaram quando este se tornou em angústia, em dúvidas atrás de dúvidas e perguntas sem resposta…
De repente tudo passou. Não porque as minhas dúvidas se tenham dissipado ou porque tenha encontrado as respostas para as minhas perguntas mas porque quem ama, perdoa. Perdoa mas não esquece e agora o que mais me custa é estar sem saber se vou algum dia passar por tudo outra vez... se aguento, se me habituo...

Até que ponto é que perdoar não faz com o que o outro volte a ter motivos para pedir desculpa?